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Festival

28.11.2007 as 14:17

Paraíba Jazz Festival começa dia 29/11

De 29 novembro a 01 de dezembro, a primeira edição do evento traz a João Pessoa nove artistas nacionais e internacionais. Veja programação e perfil dos convidados ao final desta matéria.

Com a intenção de popularizar este gênero musical, o Paraíba Jazz Festival 2007 traz ao MagShopping (Beira Mar de Manaíra - João Pessoa) uma diversificada programação de shows e workshops. Promovido pela Sax Jazz Produções e a Idéia Marketing&Eventos, o Paraíba Jazz Festival 2007 tem o apoio da Indústria de Bebidas Pitu, da Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário (Sebrae), do Consulado da França no Brasil e do Farol Latino Música e Vídeo.

A programação musical conta com a presença de músicos estrangeiros, como o grupo francês noJazz, Fernando Tárres Quinteto, Rodrigo Dominguez Cuarteto, o pianista cubano Alejandro Vargas e a pianista americana Deanna Witkowski. Entre os artistas brasileiros, está o grupo paraibano Chico Corrêa & Eletronic Band. Outras atrações nacionais são o Fabinho Costa Quarteto, o saxofonista mineiro Alex Corezzi com o grupo Por um Trio, e o experimentalista Cinval Coco Grude.

Além dos shows, o Paraíba Jazz Festival 2007 vai promover gratuitamente, durante o dia, workshops com os músicos convidados possibilitarão o intercâmbio do público com músicos estrangeiros como a pianista americana Deanna Witkowski. Na sexta, é a vez do guitarrista argentino Fernando Tarrés, e no sábado, o pianista cubano Alejandro Vargas. “O maior diferencial do festival é não ter o vínculo com as majors, e trazer bons músicos não somente artisticamente, mas politicamente, para haver um intercâmbio e articulação para fazer girar a roda da música instrumental”, diz o produtor e idealizador do evento, o saxofonista Alex Corezzi.

Histórico do evento

Músico, compositor e agitador cultural, Alex Corezzi é o idealizador, curador e diretor geral do Paraíba Jazz Festival. O festival paraibano é uma extensão do Recife Jazz Festival, evento que há quatro edições vem colocando o Recife no mapa do jazz independente internacional. Tudo começou no ano 2000, quando Corezzi produziu o Quinta Da Boa Música no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, um evento já com a idéia de popularização do jazz, a preço popular. Dali em diante, produziu diversos shows no Recife, até que em 2002 foi para Paris estudar, já com a idéia de intercâmbio e pesquisa sobre associativismo e festivais independentes. Tomando como exemplo o Paris Jazz Festival, realizado no subúrbio da capital francesa, a partir de 2003 Corezzi realizou três edições do Recife Jazz Festival no Pátio de São Pedro, convocando uma média de três mil pessoas por noite. Assim como ele, o Paraíba Jazz Festival traz em si uma proposta didática de desmistificar e questionar o jazz como música de elite, já que suas raízes sempre estiveram nos subúrbios.

Um pouco sobre o jazz

Mais conhecido como o tradicional ritmo americano baseado no blues, o jazz nasce na virada do século 20, em New Orleans. Estruturado numa série harmônica definida, se apresentava somente em quartetos ou quintetos. Entra em crise no começo dos anos 60, frente a ascensão do rock. No entanto, volta a ganhar espaço entre os jovens, através da desconstrução e mistura com os demais ritmos. O surgimento de ramificações e subgêneros (como o free jazz e o fusion) é de responsabilidade de artistas como Dave Brubeck e Miles Davis, entre outros.

A relação do jazz com os outros gêneros e estilos gerou um tipo de simbiose musical em quase todas as regiões do mundo, inclusive no antigo bloco soviético, onde o bebop era preferido ao rock rebelde e consumista. No Brasil, os exemplos mais notáveis da presença do jazz estão no samba-canção, no chorinho, na bossa nova e na atual musica eletrônica. Numa via de mão dupla, a música brasileira tem influenciado a produção dos EUA antes mesmo de do baião de Luiz Gonzaga, e do brazilian jazz de João Gilberto/Tom Jobim.

SERVIÇO:
Paraíba Jazz Festival 2007
Quando: de 29 de novembro (quinta) a 01 de dezembro (sábado)
Onde: Mag Shopping – Beira Mar de Manaíra
Informações: (83) 3048-1000
Quanto: R$ 30,00 (Inteira) / R$ 15,00 (Meia) – Os workshops são gratuitos


PROGRAMAÇÃO MUSICAL (Mag Shopping)

Quinta-feira (29/11/07)
20h00 às 21h00 – Alex Corezzi + Por um Trio - MG/PE
21h20 às 22h20 - Rodrigo Dominguez Trio - ARG
22h40 às 23h40 - noJazz - FRA

Sexta-feira (30/11/2007)
20h00 às 21h00 - Deanna Witkowski – EUA
21h20 às 22h20 – Chico Corrêa & Electronic Band - PB
22h40 às 23h40 - Fernando Tarrés Quinteto - ARG

Sábado (01/12/2007)
20h00 às 21h00 – Cinval Coco Grude - PE
21h20 às 22h20 – Fábio Costa - PE
22h40 às 23h40 – Alejandro Vargas - CUBA

WORKSHOPS (MagShopping, 15h)

Quinta-feira (29/11/07)
Deanna Witkowski

Sexta-feira (30/11/2007)
Fernando Tarrés

Sábado (01/12/2007)
Alejandro Vargas


PERFIL DOS CONVIDADOS:


Alex Corezzi (Recife - PE)

Idealizador, curador e diretor geral do Paraíba Jazz Festival - Especializado em jazz na Europa, onde estudou por dois anos, tem três CDs gravados, entre eles “Alma de Gato” e “Eletric Jazz”. É considerado um dos novos nomes da música improvisativa brasileira.

Alejandro Vargas (Cuba) -

Pianista ganhador do Premio Jojazz 2005, professor de piano no Instituto Superior de Arte de Havana, diretor musical de grupos de jazz de diversos formatos e membro do projeto “O Jovem Espírito do Jazz Cubano”. Lançou recentemente o álbum “Trapiche”, pela gravadora Casa Discográfica Producciones Colibri.

Chico Corrêa (PB)

Músico e produtor, tem no seu currículo experimentos com Live P.A. desde meados de 2001. Suas produções são marcadas pelo enfoque na música brasileira e sonoridades nordestinas. Entre os projetos aos quais se dedica, o mais atuante é ChicoCorrêa & ElectronicBand , onde estende as produções feitas em computadores e samplers para o contexto de uma banda com mais de 5 músicos e 1 vj. Ao vivo, manipula batidas eletrônicas, sintetizadores e efeitos, processando e sampleando sax, voz, pífanos e percussão enquanto são tocados ao vivo. A sonoridade do grupo passeia por cocos, baião, sambas, eletro, breakbeats e drumn'bass, permeada por ambiências. Parte das letras e melodias são releituras de músicas de domínio público ou composições de autores paraibanos como Jonathas Falcão e Escurinho.

Cinval Coco Grude (PE)

Cinval é uma das figuras mais "outsider" da atual Manguecéia Tresloucada. Natural de Arco Verde e ex-percussionista da banda Querosene Jacaré vem agora em carreira solo produzindo uma sonoridade ímpar. Sem o uso de modernos softwares ou qualquer outro equipamento digital (computadores ou samplers) passeia pelo frevo, maracatu, jazz, techno lounge, funk, soul sem nunca deixar o coco de lado. Com uma discografia que reúne 15 títulos dos mais variados ritmos e melodias surpreendentes, regurgita as marcantes influências musicais que deglutiu ao passar dos anos, indo de Jackson do Pandeiro a James Brown, apresentando uma releitura pessoal da música popular pernambucana, do rock, do blues, do jazz, do soul e de outros estilos musicais, enxergadas apenas por Cinval e compreendidas somente por quem conhece seu som. Fugindo de todas as regras e com sua “Tamporosa Tecnologia de Ponta”, composta de gravador caseiro e instrumentos dos mais variados, o prolífico artista da cena recifense aborda temas que ora destilam crítica política ora ancoram-se no repertório popular.

Deanna Witkowski (EUA)

A pianista, compositora e vocalista Deanna Witkowski, 35, busca mundos musicais diversos nas fusões que faz de jazz com músicas brasileira, afro-cubana, erudita e sacra. O lançamento do CD Length of Days (Duração dos Dias) veio como mais uma comprovação da arte jazística de Deanna, e de suas habilidades múltiplas como uma líder de mãos seguras. O CD lançado em 2003, Wide Open Window (Janela Escancarada) levou críticos a classificarem Deanna como uma pianista que desperta consistentes emoções e também a elegê-la como “uma das melhores entre a nova geração de pianistas de jazz” (Jazz Journal International). Deanna veio a descobrir o jazz como o seu canal musical quando foi para Wheaton College, no estado de Illinois. Em 1996 foi para o Quênia, onde ensinou piano e mergulhou na musicalidade africana, e foi após esta experiência que ela desenvolveu uma fascinação pela música cubana, estudando com os pianistas Chucho Valdés e Hilário Duran. O resultado das viagens de Deanna ficam bem evidentes no primeiro CD Having to Ask (Se Mal Pergunto), que foi anunciado como a chegada de “um talento maior” (Jazz Improv).

O interesse musical de Deanna deu uma nova reviravolta quando ela começou a coordenar um culto anual com jazz na Igreja da Rua LaSalle de Chicago. O interesse aí adquirido em compor para liturgia levou-a a ocupar a posição de diretora musical durante três anos da igreja All Angels, de Nova York, para onde Deanna se mudou em 1997. Ela continua a levar sua música religiosa para igrejas e eventos religiosos e está planejando um lançamento do seu material sacro para 2007.

Fabinho Costa (PE)

Músico trompetista, compositor e arranjador. Nasceu em 1977 na cidade do Recife, em 1985 iniciou sua trajetória musical como trompetista tocando na banda escolar Fundação Guararapes. Autodidata, começou em 1990 a tocar nas noites de Recife com algumas orquestras de baile e com alguns artistas da cena local. Em 1998, a convite do maestro Edson Rodrigues, integrou a grande Orquestra Fernando Borges. Já foi membro da Banda Sinfônica da Escola Técnica Federal de Pernambuco no ano de 1993 e Banda Sinfônica Maestro Ferrolho, isso em 1997. Lançou o seu primeiro trabalho solo independente (CD Performance), gravado e lançado no ano de 2007, o CD mistura o Jazz brasileiro, Funk, Soul e Blues. Grandes nomes estão nesse CD, como o maestro Edson Rodrigues, Arthur Maia, Di Stéffano, Luciano Magno, Jubileu Filho, Eduardo Taufic, Junior Xanfer entre outros. Atualmente tem feito trabalhos de gravações e shows com artistas e músicos de todo Brasil, é músico da banda de Alceu Valença,onde tem dois DVDs lançados com o artista, e também é membro da Banda Sinfônica Cidade do Recife, sob a regência do maestro Nenéu Liberalquino. É um dos expoentes da sua geração na Música Instrumental Brasileira.

Fernando Tarrés (Argentina)

Nascido em Córdoba, Argentina, Tarrés descobriu a guitarra aos 11 anos. Durante os estudos de composição clássica na Universidade Nacional Córdoba, gravou seu primeiro álbum, “Suelo Indómito”, com o qual foi premiado com uma bolsa para estudar composição de jazz na renomada Berklee College of Music, em Boston. Mais tarde ele se mudou para Nova York a serviço da Manhattan School of Music. Sua abordagem eclética o levou a trabalhar com músicos como Claudio Roditi, Tito Puente, Paquito D'Rivera, Donny McCaslin, David Sanborn e David Sánchez. Ele teve a honra de se apresentar com a Bologna Philharmonic Orchestra, Panama Symphony Orchestra, Maracaibo Orchestra, Mexico's Chavez Symphony Orchestra, Savanna-Georgia Symphony, MIT Jazz Orchestra, and the Yale Philharmonic Orchestra. Compositor, arranjador e guitarrista, Tarrés frequentemtente viaja como líder do Arida Conta Group, com o qual participou de mais de 20 turnês pela Europa. De volta à Argentina, Tarrés tornou membro ativo da cena do jazz de Buenos Aires, músico e produtor de diversos artistas de vanguarda.

noJazz (França)

Em poucos anos, um álbum explosivo lançado em 2002, alguns remixes e concertos cultuados pela França e pelo resto do mundo transformaram o noJazz em mais que um grupo; um OVNI musical que atrai paixões, uma máquina de derrubar categorias e fundamentalismos de todos os tipos, que se transformou num fenômeno a se espalhar como fogo na floresta através das redes de música internacionais. O grupo é formado por Slam (Philippe Selam - sax), Guillaume Poncelet (trompete, Fender Rhodes), Bilbo (Pascal Reva - violão, bateria), Balat (Phillipe Balatier - MPC, teclados e o DJ Speeder Mike (Michael Chekli). Em suas respectivas áreas originais (que vão da chanson francesa ao hip-hop e ao jazz), sua reputação já era exemplar. Agora, como noJazz, os guardiões de um conceito original baseado na criatividade e ecleticismo, seus talentos estão mais do que nunca à altura do carisma encontrado em cada uma de suas apresentações.

Herdeiros da liberdade do punk, das facilidades dos estúdios caseiros e de um espírito comunitário, o método de trabalho do noJazz poderia se intitular D.I.Y.W.F. (Do-It-Yourself-With-Friends, ou Faça Você Mesmo com Amigos), já que o noJazz sempre desenvolveu em torno de si múltiplas parcerias, ou "cumplicidades", como o poderoso rap de Mangu em "Candela", um potencial hit latino global, e a contribuição do lendário produtor de Miles Davis (em sua fase Columbia), Teo Macero, ao primeiro álbum da banda em Nova York. Logo após, eles fizeram uma extensa turnê pelos Estados Unidos.Formando uma parceria com a equipe do Earth, Wind and Fire, Maurice White em pessoa caiu diante do feitiço deste combo de selvagens músicos franceses, percebendo a energia da era dourada do funk refletida em suas performances. A música do noJazz sugere a energia de James Brown e a visão cósmica de Sun Ra, a precisão dos Talking Heads e a inventividade de Frank Zappa, a vitalidade dos Beastie Boys e o humor de George Clinton, sem falar da loucra de Gong, a viagem rítmica do Chic e um toque de Kid Creole. Música generosa, recheada de vibrações positivas, cheia de supresas, simultaneamente intelectual e sensual, feita para uma audição ativa e para iluminar as pistas de dança.

Por Um Trio (PE)

O grupo deu início ao seu trabalho no ano de 2005 com outra formação, conhecida como Aqui Jazz. Ainda no mesmo ano participou do Recife Jazz Festival. Desde então, renovou seu repertório com total liberdade expressiva e baseado na herança musical nordestina. A maior intenção de Por Um Trio é divulgar e envolver a cultura brasileira de diversos estilos: do frevo, baião e pop ao samba, do jazz ao maracatu.

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